Fazendo uma retrospectiva da minha vida, percebi que há 18 anos busco felicidade e amor. Percorri muitos lugares, templos, terreiras e igrejas para entender que isso estava em mim. Fiz terapias, consultei oráculos e Deuses, e tudo estava em mim. Querendo ajudar aos outros, fui abençoada. Conheci o Instituto Religar há 2 anos. Quando cheguei nesta vida, entrei na fila dos “por quês” e durante muito tempo estive neste lugar me procurando. Foram muitas horas de terapia, lágrimas e uma tristeza profunda! De forma alguma eu sabia o “por quê” e nada foi mais revelador pra mim do que a constelação. Fiz a primeira em fevereiro. Queria muito participar, fui na intenção de curar algo sobre relacionamentos e para minha surpresa, participando como representante, fui a última a ser chamada, sentia que só emanava o melhor de mim. No final da constelação a pessoa revelou que estava constelando um câncer, exatamente o meu papel naquele processo. Durante todo o trabalho me senti muito bem e emanava cura e um profundo amor. Mas eis que naquela mesma semana, fui surpreendida por uma dor no seio esquerdo. Procurei o médico e a Religar. Fiz a biópsia o diagnóstico confirmado. Me senti abençoada com o resultado benigno. 6 meses depois, a revisão chegou. Me vali de todas as possibilidades e movimentos que pudessem ajudar. Repeti o exame e um novo nódulo surgiu, agora no seio direito. Após a biópsia, diagnóstico mais uma vez confirmado para o câncer. Perdi o chão e uma tristeza profunda me abateu. Eu não tinha medo da morte, mas um cansaço imenso. Em terapia já tinha descoberto que carregava em mim a “dor” de mais de 20 mulheres da minha ancestralidade, que haviam sido violentadas, mortas, enterradas vivas. Mas tinha mais, lembrei que eu aprendi com as constelações que na Religar presenciei que os mortos se alegram quando os vivos vivem. Assisti a um documentário, indicado pela Religar, sobre cura, física quântica e fé. Percebi que algo em comum em todas as curas era achar a raiz. E assim eu fiz, em uma consulta no Instituto uma sensação de “culpa” que eu não tinha consciência que existia, revelou-se. Mas como assim? Eu não me sentia culpada por nada. No encontro seguinte, a CULPA junto da tristeza foram reveladas e dissolvidas. Amo vocês com todo o meu coração, vocês servem a vida de uma forma muito especial. Sou grata a mim por ser persistente na fila dos “por quês”. Sou grata ao todo poderoso Deus, ao Universo, aos Orixás, Deuses, a minha família amorosa, meus filhos, as “Coras” lindas e amigas que fiz no grupo Voz Yin. Sou grata as feiticeiras, fadas, loucas, lobas, guerreiras e a todas que habitam em nós, mulheres de muita coragem.
Ane Cristine da Paz Rodrigues - @ane.paz
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